domingo, 28 de março de 2010

Eu também vou reclamar

Meses se passaram e finalmente o jejum da palavra está sendo quebrado... Eu juro que gostaria de retomar as atividades por outro motivo, um que fosse útil de fato. Porém, entretanto, contudo, a quantidade de atrocidades que eu tenho lido/ouvido sobre o BBB me retomam a velha máxima do Mestre Rauzito: EU TAMBÉM QUERO RECLAMAR!


Primeiramente vou reclamar dos grandes pseudo-intelectuais radicais de merda do nosso Brasil. Eles estão na TV, na sua vizinhança e principalmente na sua faculdade. Enchem a boca para falar sobre a decadência do BBB e indagar: "como alguém pode gostar disso?", "ó, por isso que o país está assim" ou "o BBB é um zoológico". Se irritam tanto com o programa mas estão sempre acompanhando o que acontece... E o que seriam dessas pessoas sem o BBB? Precisariam se dar ao trabalho de arranjarem outros alvos e não irião conseguir encontrar um tão forte e significativo.

O realty-show em questão é um prato cheio para os falsos moralistas hipócritas. Para essas pessoas, acho que o correto seria que se calassem e plantassem árvores, afinal de contas enquanto estão falando mal do programa estão perdendo tempo para a luta por mundo melhor. Pois bem, eu quero um mundo melhor mas não planto árvores, sei que estou no erro. Mas não tenho o menor problema em admitir: assim como o povão em sua essência, gosto muito do BBB! Principalmente da parte mais podre da coisa, quando a chapa esquenta e fica todo mundo vidrado nos barracos. É pura diversão!


Confesso que a maneira como o merchan vem sendo colocado, enfiado goela abaixo, me irrita muito. A arrogância de Boninho também me incomoda. Me chama a atenção a reação negativa das pessoas em relação a adoração de mongolóides por algumas pessoas que estão lá dentro. Essas pessoas parecem não perceber que esse é apenas um dos reflexos da personalidade doentia de grande parcela da população brasileira. Aí sim, podemos pensar no absurdo que envolve a Rede Bobo. O câncer é anterior, reflexo da dominação e alienação e o BBB apenas externa um pouco disso.

Observo a aversão que criaram em relação a Dourado. O acusam de bruto, estúpido, grosso e homofóbico, mas na verdade o que torna o incomodo delas ainda maior é o fato dele ter virado uma modinha para os mongolóides. O fato de retardados inventaram uma tal de máfia e falarem os maiores absurdos não pode ofuscar a sagacidade e a coerência de Marcelo Dourado. Falar que ele é grosso tudo bem, mas ele nunca negou isso, não tentou forjar nada. É verdade porém que, talvez por não tentar forjar sua personalidade de forma que escondesse sua ignorância, tenha sido o responsável pela declaração mais infeliz de todos os 10 big brothers. Tal absurdo fez com que a Globo fosse obrigada a prestar esclarecimento por ordem judicial...

Enquanto eu termino esse texto, acabo de ver a defesa verbal de Dourado pelo título. Ele diz nem saber o por que de ter sido tão acolhido, e fala em força, honra, humildade... Um palpite do próprio reflete pelo menos o que eu acho que foi decisivo na sua popularidade: soube ser um bom jogador. Se retardados abraçaram a sua causa isso prova algumas coisas: o problema tão questionado pelos sensores é anterior ao Big Brother, a mentalidade confusa e doentia também é anterior a modinha que envolve a sua participação e as tentativas insistentes em atacá-lo por parte de outros jogadores como Dicésar se mostraram vazias e apelativas.


Para fechar, o público é o grande destaque da décima edição (de forma positiva e principalmente de forma negativa). Falo isso em relação as correntes virtuais de quem apoia Dourado e de quem o critica. Uma análise sólida sobre o assunto eu deixo para os especialistas em psicologia das massas, a quem cabe refletir sobre tudo que vem antes e corrompeu a alma dessas pessoas. Eu me reservo no direto de gostar de big brother, reconhecendo e admirar a eficiência do Dourado jogador.

E pensar que há muito tempo atrás eu andava pela Lapa na sua parte mais suja e esbarrei com o Dourado de olho roxo dando um rolé. Comentei "ih a lá, aquele cara do big brother" e escutei um anônimo qualquer falar "Ah lá aquele babaca do big brother". Achei graça da situação e pensei "que bom que enquanto eu apenas cito ele como um ex-integrante, alguém sempre olhará ele automaticamente como um merda". E vejam só como a vida dá voltas... Nunca imaginei que aquele babaca voltaria a casa tendo uma segunda chance, que chegaria tão longe e muito menos que torceria por ele.

Ah e máfia pra mim é "Máfia Wars", o resto é o resto.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Repetidas / Copa do Mundo

2, 16 (2), 20, 22, 38, 44, 62, 68, 73, 90, 101, 103, 109, 112, 115, 121, 125, 131, 138, 147 (2), 148, 149,182, 189, 190, 195, 196, 201, 202, 212, 218, 225, 235, 243 252, 253, 261, 271 (2), 279, 283, 284, 285, 286, 302, 306, 307, 316, 319, 325 (2), 326, 335, 339 (2), 340 (2), 341, 343, 346 (2), 357, 359, 366, 369, 374 (2), 375, 386, 394, 409, 412, 417, 428, 430, 441 (2), 445, 448, 453, 454, 456, 463, 465, 468 (2), 469, 485, 489 (2), 501 (2), 505, 510, 514, 521, 523, 531 (3), 533 (2), 546, 549, 561, 571, 573, 578 (2), 594, 596, 604, 606, 629, 635, 638

=]

sábado, 26 de dezembro de 2009

Pedra Fundamental

Salve, salve!

Bom galera, está no ar o Procedência 021. Um espaço para reflexões, críticas, reflexões críticas e o que vier a tona e valer a pena propagar. Basicamente de teor político, talvez humorístico, mas com a plena consciência de querer fugir de rótulos.


Do cotidiano carioca para o mundo, um olhar apurado sobre os fatos. Ou sobre como os fatos são analisados/representados. Falar sobre a vida real. Ir além do Rio das novelas de Manoel Carlos. Lutar contra a hegemonia cultural do eixo Centro-Zona Sul. Mais que isso, estar atento também ao contexto nacional e internacional. Partindo de uma visão de mundo proveniente da cidade vulgo maravilhosa/desespero, captar ou questionar de forma ampla os significados de acontecimentos ao nosso redor.

A hora é essa, o Procedência pede passagem!

Retrospectiva - Insight Insônia

Caros amigos,

enquanto preparo alçadas inéditas dentro dessa nova roupagem, tomo a liberdade de re-publicar os meus textos para o blog do qual eu fazia parte, o Insight Insônia.

A seguir - para o leitor de hipertexto que convencionalmente estiver lendo de cima pra baixo - alguns dos textos que escrevi nos últimos 1 ano e 3 meses de Insights.

Vamo que Vamo!

Marley e a Garça




Caros leitores de hipertexto, para alguns o zapping representa uma arte, para outros um vício insuportável. O fato é que, assim como milhões de pessoas ao redor do mundo, sou um adepto dessa prática. Como todos nós sabemos, centenas de canais de uma tv a cabo não correspondem a idéia de satisfação garantida. Achar algum filme ou programa com o mínimo de qualidade constitui uma árdua missão. E nessas "andanças", recentemente me deparei com Marley e Eu. Trata-se de um daqueles típicos filmes que um dia virão a se tornar agradáveis repetecos de sessão da tarde. Isso, obviamente, pra quem gosta de um filme sessão da tarde. Até porque nem todo mundo valoriza os "filmes-pipoca" feitos para emocionar o espectador.


Diante de uma primeira impressão, ser um best-seller para mim não constitui uma boa referência. Porém, entretanto, todavia, a obra em questão tem o seu diferencial. Normalmente os filmes com animais apelam de todas as formas possíveis, cachorros que falam, papagaios com super-poderes e por ai vai. Marley não é um cachorro convencional, mas nem por isso fala ou tem super-poderes. Sua relação com o seu dono, o jornalista John Grogan (Owen Wilson), reflete muito do que pode significar uma sincera relação entre homem e animal. Mais que isso, como um animal pode acompanhar a vida de uma família. E sabemos que, infelizmente, talvez só seja possível encontrar a mesma pureza dos cachorros nas crianças.


Outro aspecto interessante concentra-se na relação de John Grogan com a sua profissão. A ambição de ser um jornalista renomado e a realidade de escrever sobre assuntos banais acabam ficando de lado, quando o americano é persuadido a assumir uma coluna. Passando a escrever sobre o cotidiano, inclusive sobre Marley, o escritor obtêm prestígio através de um caminho diferente em relação ao que a maioria dos estudantes de comunicação almejam. O sucesso que ele poderia ter alcançado por outro viés aparece representado na figura de Sebastian, amigo bem sucedido no jornalismo investigativo e solteiro convicto.

Sinceramente, os meus planos não vão muito além do que o escritor realiza. Viver de escrever crônicas do cotidiano, com filhos gerados por uma mulher estressada no naipe da Jeniffer Aniston. Morar em um lugar aprazível, escrever com um bom charuto e um óculos na beira do nariz e estar pronto para a qualquer momento aplicar a deixa "relaxa amor, deixa eu te fazer uma massagem". O best-seller eu dispenso.

Retomando. Quando John Grogan resolve mudar de cidade e jornal com o intuito de trabalhar como jornalista de fato, percebe que aquilo não faz mais sentido pra ele. Passa então a tentar convencer o editor a abrir uma brecha que possibilitasse o seu retorno a função de colunista cotidianesco. Talvez alguns considerem uma relação forçada, mas esse filme certamente poderia ser exibido em alguma aula de jornalismo. Contudo, muitos professores de comunicação estão mais preocupados em fazer política, ocupar cargos burocráticos e/ou corrigir provas com observações excêntricas (como um dia desses no qual recebi uma prova com a pérola "retórica contemporânea"... E eu lhes pergunto, o que seria exatamente uma "retórica contemporânea"? E qual a relevância disso nas nossas vidas?).


Em suma, pra mim não importa. Prefiro colunas e crônicas bem escritas do que matérias mecânicas ou artigos acadêmicos verborrágicos. E prefiro também a sinceridade dos animais e das crianças. Sobre as crianças, o inevitável é apenas adiado. Em algum momento nossa pureza acaba sendo corrompida. Felizmente em alguns casos, apenas parcialmente. E nesses casos devemos nos espelhar.

Por fim, eu só tive um cachorro e não rendeu uma história bonita como a do filme. Já tive e tenho alguns gatos, todavia não rendem uma relação honesta como o cachorro possibilita. Mas não me esqueço de um encontro com uma garça. Forçado a realizar um pit stop, ao acaso me deparei com ela... Apenas contemplando o Pão de Açúcar e articulando o seu plano de vôo. Por um instante, estive bem próximo de uma garça. Nenhuma palavra foi dita, entretanto talvez eu tenha aprendido mais com ela do que com muitas pessoas com as quais me deparo pela vida. Leveza, contemplação, simplicidade. E com certeza, Marley e tantos cachorros já ensinaram muito mais aos seus donos do que outros seres humanos ao redor deles.

(15/12/2009)

ITAIPU, WE HAVE A PROBLEM!

Aparentemente era só mais um fim de terça qualquer, desses do meio de semana que a gente já não aguenta mais os jogos da segundona e muito menos as mesmas piadas do Casseta & Planeta. Quando tudo se apagou de repente, ninguém teve noção da gravidade do blackout. Todavia, seja através de rádios, computadores que ainda tinham bateria e/ou via celulares com internet (puta que pariu, sem soberba, como eu fiquei feliz de ter um), aos poucos foi possível entender a real dimensão da cagada.

Parecia um filme-catástrofe, talvez um episódio de além da imaginação... Alguns gritaram o nome de seus times, outros preferiram anunciar a volta de Jesus para buscar o seu rebanho. O clima era estilo Independece Day ou algum pipoca do gênero, naquelas cenas em que se faz o balanço de quem resiste ou não aos ataques: "Perdemos a Europa", "Na Austrália temos resistência!".

As informações eram imprecisas e as pessoas ficaram empolvorosas:"Falta luz em RJ, SP e MG", "Acabou a luz também no nordeste","voltou em Santa Cruz do Rio Pardo!", "O apagão chegou no Paraguai"e por aí vai. Sem contar o boato que repentinamente foi ganhando força: "o reestabelecimento pode levar até 48 horas". Aí já viu, a turma do oba-oba já falava em feriado... Entretanto, para a tristeza de alguns e alegria de muitos, por volta de 1 da matina a luz voltou.Imagina se tivesse sido na sexta-feira 13!


Só sei que desse king kong o governo não conseguiu escapar. Teveblackout na era tucana e também na era Lula. Por uma infeliz coincidência, há 2 semanas atrás, Dilma afirmou (cheia de si) que o Brasil não voltaria a sofrer com apagões. Onde eu quero chegar: não acho que a culpa seja deles, mas existe uma falta de cuidado com o que é dito. O resultado é esse. Ao fazer declarações convictas sobre questões que fogem do controle pleno, temos um precedente/ingrediente para ataques. Ou seja, botam banca para não serem engolidos pelos meios de comunicação e acabam engolidos por eles de qualquer forma. Segue matéria do g1, filhote das organizações globo, fazendo chacota da candidata a sucessão presidencial:


Arte: Vitor Neves

Interessante ressaltar que mais uma vez o twitter foi um dos grandes destaques na circulação imediata de notícias. Aos poucos foi surgindo a informação mais precisa: Itaipu, we have a problem! Pela primeira vez na história, a maior fonte de abastecimento do país nega fogo. Ou melhor, nega luz. Veio então a confirmação: uma queda em 3 linhas de transmissão localizadas entre Paraná e São Paulo. A justificativa oficial (leia-se desculpa caô caô) é bem simples: "condições meteorológicas adversas".

Será que eu apertei algum botão errado? O mistério paira e fica a dúvida no ar... Qual terá sido o real motivo do apagão???Alienígenas fazendo testes? Um marketing viral revolucionário para divulgar a estreia do filme 2012? José Serra cortando a energia numa maquiavélica intriga da oposição? Ou a culpa é da Madonna? Façam suas apostas!

(11/11/2009)

Soberba Presidencial e Hipocrisia "Comunista"



Caros amigos, a vida corrida tem me privado das foleadas de jornal. Todavia, durante uma emissão de resíduos me deparei com uma manchete deveras curiosa: "Lula cita Hitler para atacar PSDB". Tudo bem, a fonte é a mais podre possível. De qualquer forma, apesar de apelações e possíveis distorções - práticas comuns se tratando dolegado de Roberto Marinho - o discurso realizado foi lamentável.

Longe de mim querer defender tucano... Até pela certeza de que os 8 anos de Lula são consideravelmente superiores aos 8 anos de FHC. Além disso, gafe de presidente nunca foi novidade. Entretanto, o tom arrogante de nosso presidente ganha cada vez mais força. No atual episódio Lula caprichou: Afirmações que menosprezam a universidade, farpas em resposta a políticos/intelectuais e auto-vanglorização na qual ele próprio se coloca como ícone.. Não sei a vocês, mas isso realmente me incomoda.

Palavras de Lula: "Eu tinha que provar a todo instante que poderia governar o país . Se fracassasse, iríamos levar mais 150 anos para um operário governar novamente este país". Até consigo entender a linha de raciocínio, mas a soberba é irritante ao desconsiderar o preço que foi pago. Tal fato pode ser exemplificado de maneira muito simples: O discurso em questão foi feito no Congresso do PCdoB, que conta com a participação de nada mais nada menos que o PMDB. Sim, aquele mesmo partido que governa sem governar. Mais comunista impossível, não acham?

Talvez isso soe como um ataque a soberba do nosso Presidente e/ou a hipocrisia e mediocridade do PCdoB. E talvez seja mesmo. Não importa! A verdade é que (no passado) o mesmo Luíz Inácio me avisou que são picaretas com anel de doutor. E eu continuo acreditando nisso...

(07/11/2009)